Observando á mediunidade extática,
entenderemos a ambivalência dos dependentes químicos e a vontade compulsiva de
drogar-se; o espírito trazendo no âmago, inato, um lampejo no inconsciente de
uma vida, livre, feliz de épocas remotas sendo facilmente atraído pelas drogas
quando não evangelizado.
Os alucinógenos têm a capacidade de romper
momentaneamente a sombra imposta pelo perispírito sobre o espírito, deixando-o
penetrar por breves instantes no mundo etéreo e entrando logo a seguir em pane,
gerando uma felicidade descomunal e provocando a vontade de querer viver
eternamente neste estado jubiloso de êxtase,
Jamais sentido na vivência do
cotidiano, em situação de lucidez normal quando encarnado; aí encontramos a
vontade obsessiva dos dependentes químicos quererem compulsivamente drogar-se,
motivo pelo qual não conseguem a abstinência.
A mediunidade extática dificilmente é
encontrada em médiuns abalizados, dignos de créditos, por ser a passagem para o
limiar da eternidade, onde o espírito coloca um pé do outro lado da vida com a
possibilidade de dissabores, quando sem a devida preparação moral; imaginemos a
indução da mediunidade extática provocada com o álcool, os anorexígenos, as
drogas ilícitas e com a ignorância das leis da eternidade; o espírito entra em
uma alucinação profunda, quando desprovido de moral e de sua real situação de
discípulo da eternidade e filho de Deus.
Procurar a felicidade por caminhos
recônditos nos leva a opróbrio e efêmero bem-estar, pois é a destruição do
perispírito e das células do corpo orgânico, complicando o presente e o futuro
próximo.
A dependência físico-química é
facilmente controlada com o médico convencional da Terra, mas a psicológica ou
esta ambivalência só através de um trabalho metódico, persistente do próprio
paciente, que deverá se renovar nos ensinos do Cristo, dentro dos padrões
Kardequianos e através de um esforço diário para poder compreender a sua origem
e o seu destino.
Colocar um pé no limiar da eternidade
para saborear a felicidade dos seres etéreos por segundos insignificantes e de
atirar-se para a irracionalidade, de se expor a ser dominado pela própria
alucinação ou de se tornar presa fácil de obsessor cruéis dispostos a levar
longe está brincadeira, capaz de causar os maiores transtornos no seio da
sociedade, da família e na vida do próprio dependente.
A terapêutica para os dependentes
químicos é a racionalização da fé esclarecida á luz da doutrina Espírita, sem a
qual enveredam em gravíssimas doenças e diversos distúrbios de ordem
psicológica.
O delirium tremenes nada mais é do que o
efeito causado por drogas usadas por longo tempo que causaram uma fenda no
perispírito e, quando se dá a abstinência, esta fenda já se encontrava aberta e
a ansiedade e a vontade obsessiva levam a entrar no mundo dos seres
desmaterializados com a maior facilidade, até sem uso de drogas.
As descrições horripilantes dos
pacientes no delirium tremenes são verdadeiras: o mundo que nos rodeia é como
eles descrevem, por isso Deus, em sua misericordiosa bondade, colocou esta
sombra em nossa mente para podermos desempenhar as tarefas no corpo físico, sem
a qual não conseguiríamos. Para a nossa penetração no estado livre da matéria,
temos de esta quite com a justiça Divina e devidamente acompanhado de nossos
protetores, Os animais e monstros descritos por pacientes, no delírio, são
reais e estão influenciando negativamente suas vidas. Este doloroso caminho foi
por eles escolhidos e desejado.
A terapêutica do amor desenvolvida
pelo próprio paciente em seu coração é a única forma de conter esse mal
avassalador.
Inácio Ferreira
Mensagem mediúnica recebida no
Sanatório Espírita de Uberaba pelo médium: Luiz Moreira em Uberaba minas Gerais,
na noite do dia 30/9/2006 em reunião do Centro de Recuperação do
Alcoólatra.
Nenhum comentário:
Postar um comentário